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UE desconhece referendo grego mas Sarkozy vai telefonar a Merkel (act.)

O primeiro-ministro grego anunciou ontem que o segundo pacote de ajuda externa ao país vai ser levado a referendo. UE ainda não foi informada, mas o presidente francês vai telefonar à chanceler alemã ao meio-dia para falarem sobre o assunto.

A decisão grega de levar a referendo a ajuda financiera internacional deixou perplexos os parceiros europeus da república helénica, comentou à Bloomberg um deputado da coligação do governo alemão.

Sublinhe-se que a União Europeia ainda não foi informada dos planos anunciados pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou, declarou um responsável da UE.

O ministro das Finanças alemão também disse que o governo berlinense não recebeu qualquer informação oficial, escusando-se a comentar a notícia.

Wolfgang Schäuble referiu que este é "é um novo desenvolvimento da política interna da Grécia de que o Governo alemão ainda não teve informação oficial e que, portanto, não vai comentar".

O anúncio surgiu "subitamente", disse o colega de partido de Angela Merkel e membro da União Democrática Cristã, Norbert Barthle, classificando a decisão como "surpreendente e muito arriscada". "Existe um imenso custo em risco. Sabemos como é que os cidadãos gregos irão tratar o Governo neste referendo? Não. Temos um novo risco", explicou.

O primeiro-ministro grego anunciou ontem que o segundo pacote de ajuda externa ao país vai ser levado a referendo. A notícia provocou muita turbulência nos mercados financeiros, porque um eventual chumbo pode implicar o incumprimento total da dívida grega.

Sarkozy ficou "consternado" quando soube do anúncio feito por George Papandreou, segundo noticia hoje o jornal francês "Le Monde". O presidente francês agendou para o meio-dia uma conversa telefónica com a chanceler alemã para falarem sobre o assunto, noticiou a AFP.

Oposição grega quer eleições antecipadas

Para o líder do partido Nova Democracia, principal opositor ao governo no Parlamento em Atenas, Antonis Samaras, a decisão do primeiro-ministro foi a gota de água.

O mesmo responsável sublinhou que as "eleições são agora não só um pedido como um imperativo".

Entretanto, uma deputada da maioria socialista grega abandonou hoje o grupo parlamentar em protesto contra a realização de um referendo sobre a ajuda da União Europeia à Grécia, anunciou a televisão pública Net, citada pela Lusa.

A saída de Milena Apostolaki deixa o primeiro-ministro grego, George Papandreou, com uma maioria de apenas dois deputados. Os socialistas passam a 152 deputados em 300 no parlamento grego, refere a mesma fonte.

 

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=516299

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