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Papandreou chefia hoje o seu último Conselho de Ministros

O contestado primeiro-ministro grego, Georgios Papandreou, afastar-se-á da chefia do Governo assim que for formado um novo Executivo de unidade e salvação nacional, devendo liderar hoje o seu último Conselho de Ministros, enquanto o Presidente do país, Karolos Papoulias, se está a reunir com todos os líderes partidários.O anúncio da iminente demissão foi feito por porta-voz do Governo, precisando que a reunião do Conselho de Ministros de hoje será a última a ser chefiada por Papandreou. O comunicado avança ainda que este encontro se destina a discutir os assuntos relacionados com a reunião de amanhã do grupo Euro, em que a Grécia se fará representar pelo ministro das Finanças, Evangelos Venizelos.
Porta-voz do partido socialista (PASOK, de Papandreou) confirmou que o primeiro-ministro se afastará assim que for anunciado o novo Governo, o qual, segundo as televisões gregas tem como candidatos à chefia Petros Moliviatis e Loukas Papaimos.
Uma outra fonte governamental, ouvida sob anonimato pela agência noticiosa francesa AFP, garantiu que a demissão de Papandreou não acontecerá sem que haja primeiro um acordo para a criação do Governo de unidade.
Os media gregos relatam ainda hoje, citando fontes oficiais sob anonimato, que o novo Governo de salvação nacional manter-se-á em funções durante quatro meses, com eleições legislativas a terem lugar na Primavera.
Já esta manhã, o líder do principal partido de oposição na Grécia voltou a exigir a demissão do já muito fragilizado primeiro-ministro, argumentando que este é o "preço político" que Papandreou tem que pagar para resolver o impasse político causado pela crise da dívida grega e o choque que causou a sua decisão em referendar a oferta de resgate feita pela União Europeia.
“É perigoso [que Papandreou continue a chefiar o Governo]”, afirmou Antonis Samaras, à saída de um encontro com o Presidente do país. O líder do partido Nova Democracia sublinhou ainda que se o primeiro-ministro se afastar “tudo então retomará o seu curso”, mas não clarificou se está ou não disposto a participar num governo de unidade como foi proposto há dias por Papandreou, quando este recuou na ideia de referendar a oferta europeia de resgate. Disse apenas que está "determinado em ajudar".
O primeiro-ministro tem insistido ao longo da última semana que a realização de eleições antecipadas deve esperar até à aprovação do resgate e terá conseguido ganhar algum tempo para respirar com a vitória na sexta-feira de um voto de confiança no Parlamento.

 
Fonte: http://publico.pt/1519706

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