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  • 18 de Novembro, 2019

Recomendações para ajudar países e regiões da UE na transição industrial

A Comissão Europeia e a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE) apresentaram um relatório sobre uma iniciativa lançada em 2017 para ajudar 10 regiões e dois Estados-Membros da UE a realizar a transição industrial e colher os benefícios da economia globalizada.14/11/2019

Equipas de peritos da OCDE e da Comissão identificaram o que impedia a criação de emprego e o crescimento nestas zonasVer esta ligação noutra línguaEN•••. O objetivo consistia em reforçar as suas estratégias de desenvolvimento a longo prazo com base em domínios de excelência competitiva – os seus ativos de «especialização inteligenteVer esta ligação noutra línguaEN•••».

Estas estratégias abrangem a justiça social, a modernização económica e as ambições climáticas. Com base nesta experiência, o relatório apresenta um conjunto de instrumentos para as autoridades nacionais e regionais, fornecendo soluções concretas para eliminar os obstáculos à transição industrial de acordo com cinco grandes prioridades.

Eis as cinco prioridades principais identificadas, bem como exemplos dos desafios políticos conexos e as respostas apresentadas no relatório:

Preparar os postos de trabalho para o futuro

  • Desafio: escassez de trabalhadores qualificados para os setores económicos emergentes.
  • Respostas políticas: antecipar as necessidades de competências para a transição industrial; reforçar a capacidade de resposta das empresas às suas necessidades de recursos humanos; envolver as partes interessadas locais no planeamento e na conceção de iniciativas regionais em matéria de competências.

Alargar e difundir a inovação

  • Desafio: falta de capacidade de inovação nas pequenas e médias empresas.
  • Respostas políticas: acelerar a transformação digital; expandir as redes de inovação empresarial e apoiar os agrupamentos de empresas; reforçar as ligações entre o meio académico e as esferas empresariais locais.

Promover o espírito empresarial e a participação do setor privado

  • Desafio: acesso limitado às competências e redes de empreendedorismo para as empresas em fase de arranque e em expansão.
  • Respostas políticas: apoiar os empresários mediante a prestação de informações, formação, orientação e acompanhamento, reforçar as redes empresariais, aumentar a participação das empresas em fase de arranque e das PME na investigação colaborativa.

Transitar para uma economia com impacto neutro em termos de clima

  • Desafio: conciliar a dimensão de longo prazo de uma transição com impacto neutro em termos de clima com uma ação económica a curto prazo.
  • Respostas políticas: promover as transições energéticas locais através de regimes de apoio financeiro; integrar a transição para uma economia neutra em termos de clima nas estratégias de desenvolvimento regional mais amplas.

Promover o crescimento inclusivo

  • Desafio: disparidades geográficas e ligações territoriais.
  • Respostas políticas: incentivar a cooperação territorial através de parcerias entre zonas rurais e zonas urbanas; assegurar a conectividade digital e os serviços digitais nas regiões periféricas.

O presente relatório(link is external) e as suas recomendações serão tidos em conta na preparação do futuro programa da Política de Coesão para 2021-2027, ao abrigo do qual estão disponíveis mais de 90 mil milhões de euros para financiar a investigação, a inovação, a digitalização e o apoio às pequenas e médias empresas.

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