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  • 5 de Dezembro, 2019

Projeto-piloto vai monitorizar e categorizar fluxos turísticos de Chaves e Verín

O projeto-piloto de monitorização do destino turístico transfronteiriço está a ser lançado em dezembro e durará até outubro de 2020, sendo desenvolvido no âmbito do projeto DESTINO FRONTERA do Programa Interreg V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020, financiado pelo FEDER, que visa implementar uma estratégia de turismo de fronteira luso-espanhol.

Assim, a Eurocidade Chaves-Verín vai medir fluxos turísticos e conhecer as opiniões e necessidades dos turistas destas localidades de Portugal e Espanha, através de um projeto inédito que visa melhorar a oferta e ter informação estatística sobre destino de fronteira.

A apresentação pública do projeto decorreu segunda-feira na sede do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Eurocidade Chaves-Verín, instalada na antiga alfândega espanhola, na zona da fronteira entre os dois países, e juntou responsáveis dos dois países e empresários do setor turístico.

“É importante ter informação estruturada que nos permita tomar melhores decisões no futuro para que haja a estruturação do produto e capacidade de comunicar melhor com os clientes”, explicou o presidente da eurocidade Chaves-Verín e da Câmara de Chaves, no distrito de Vila Real, Nuno Vaz.

Nuno Vaz realçou ainda a importância de serem profissionais da área do turismo a intervir no projeto e a ajudar a conceber as ferramentas para identificar os turistas e as suas motivações para visitar a eurocidade.

O vice-presidente da Câmara de Verín, Diego Lourenzo, sublinhou que os dados vão permitir “aprender coletivamente” sobre a opinião dos turistas acerca da região. “O projeto é interessante e importante enquanto metodologia de trabalho para que os profissionais do turismo possam conhecer a satisfação dos clientes no nosso território”, acrescentou.

Diego Lourenzo destacou, como fator de atração, as festas de “interesse nacional” e “impressionantes” que decorrem em Verín na altura do Carnaval (o Entrudo em Espanha), mas também as Festas de São Lázaro, a Feira do Vinho e recursos naturais e históricos que a região espanhola possui. No lado português, Nuno Vaz lembrou a importância da água termal, mas também dos monumentos romanos, dos castelos e fortes da região, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso ou o enoturismo e o turismo de natureza.

O responsável pelo desenvolvimento do projeto, a cargo da empresa NewThinking, Sérgio Lorga, explicou que numa primeira fase irá ser feita a medição do fluxo turístico e a caracterização dos turistas, permitindo numa segunda fase “atuar em projetos concretos para melhorar as experiências dos visitantes”.

Para Sérgio Lorga, os profissionais do setor perceberam o alcance do projeto e a eurocidade pode “ganhar mais turistas, aumentar o grau de satisfação deste e trabalhar na criação de um conjunto de produtos com o que melhor tem a cada região tem para oferecer”.

Fonte: POCTEP/Lusa

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